Sobre

Quem somos

Diretoria

Diretora presidente Denise Grinspum

Diretora vice presidente Sarah Feldman

Diretor tesoureiro Iso Sendacz

Diretores Miriam Biderman e Renato Cymbalista

Conselho

Presidente Laura Daviña

Conselheiros Daniel Douek, Eliana Finkelstein, Iara Rolnik, Inês Mindlin Lafer, Jairo Okret, Marina Sendacz, Ricardo Teperman, Vivian Altman
Conselho fiscal Ciro Biderman, Silvio Oskman, Renata Schmulevich

Equipe

Direção Benjamin Seroussi

Curadoria e programação Marilia Loureiro

Comunicação Ana Druwe, Laura Viana (estagiária)
Produção Alita Mariah, Lucas Rodrigues (assistente)

Administrativo-financeiro Amanda Caiuby, Rodolfo Bonifácio (assistente)

Limpeza Eliana Vilaça de Souza

Segurança Marcos Henrique Viana (Grupo Pronto)


Já colaboraram com a Casa do Povo Chico Daviña, Daniel Lie, Fabio Zuker, Fernanda Morse, Frederico Vergueiro Costa, Lourival Fialho, Mariana Lorenzi, Mila Zacharias, Milena Edelstein, Paul Duboc, Pedro Köberle

Associados

Mantenedores 
Antonio Hermann e Valéria Azevedo, Cleusa de Campos Garfinkel


Incentivadores 
Airton Bobrow, Arthur Hirsch, Daniela A. Cunha, Fani Kuperman, Helena Katz, Helio Seibel, Jonathan Franklin, Paulo Kuczynski, Renata Schmulevich


Efetivos
Andre Degenszajn, André Vereta Nahoum, Anete Maria Camargo Iorio, Arnaldo Lev, Beatriz Malamud Zuker, Benjamin Seroussi, Carlos Frydman, Carolina Memran, Celia Cymbalista, Claudio Andre Kahns, Clara Frid Attia, Clara Politi, Daniel Douek, Denise Grinspum, Diogo de Moraes, Diva Sanovicz, Doris Goulin Boccalato Betti, Eliana Finkelstein, Eliza Lurimikubo, Elvira Maria de Oliveira Dib, Emil Eskenazy Lewinger, Esther Hamburger, Fabio Lima Malheiros, Fabio Ozias Zuker, Flavia Matalon, Flavia Torres Gleich, Gabriela Schor, Georgia Kyriakakis, Gisele Kolber, Horacio Sendacz, Hudla Perla Venturas, Hugueta Sendacz, Iara Rolnik, Ilan Schleif, Inês Mindlin Lafer, Isaac Wajskop, Iso Sendacz, Jairo Okret, Joyce Pascowitch, Leda B. Pasta, Leda Mariana M. S. Tronca, Lenina Pomeranz, Lidia Nobel, Lilian Starobinas, Luiz Meyer, Luiza Minc, Malca Turchick, Marcos Ajzenberg, Maria Laura Azevedo Daviña, Mariana Lorenzi Azevedo, Marilza Carvalho, Marina Feffer, Marina Sendacz, Mary Igram Vainzoff, Mauricio Biderman, Mauro Pergaqminik Meiches, Michel Rosenthal Wagner, Miguel Natalia Abadi, Miriam Biderman, Moises Goldbaum, Monica Fagundes Klein, Muzia Cukierman, Nelson Schor, Nochem Sktinevsky, Paula Rodrigues Alves Signorelli, Pedro Beresin, Raphaela Melsohn, Raquel Raichelis Degenszajn, Raquel Rolnik, Renato Cymbalista, Renato Sztutman, Ricardo Indig Teperman, Roberto Wolfenson, Samuel Lev, Samuel Seibel, Sara Cunha Lima, Sara Fridman, Sarah Feldman, Sergio P. Ajzenberg, Silvio Hotimsky, Silvio Oksman,Tania Fukelman Landau, Tania Karina Liberman, Tania Pereira Christopoulos, Tatiana Matiello Cymbalista, Thamara Talita Costa de Carvalho, Tiago Mesquita, Vivian Altman, Wilma C. Paladino, Wilma C. Sangiorgio



A Casa do Povo

A Casa do Povo é um centro cultural que revisita e reinventa as noções de cultura, comunidade e memória.


Habitada por uma dezena de grupos, movimentos e coletivos, alguns há décadas e outros mais recentes, a Casa do Povo atua no campo expandido da cultura. Sua programação transdisciplinar, processual e engajada entende a arte como ferramenta crítica dentro de um processo de transformação social. Sem grade fixa de programação e com horários flexíveis, a Casa do Povo se adapta às necessidades de cada projeto, de forma a atender tanto associações do bairro quanto propostas artísticas fora dos padrões. Seus eixos de trabalho (memória, práticas coletivas e engajadas, diálogo e envolvimento com o seu entorno) são pensados a partir do contexto contemporâneo em relação direta com suas premissas históricas, judaicas e humanistas. Nessa empreitada, o público não é alvo, mas participante ativo que, além de visitar, também propõe atividades fazendo do espaço um local de encontro, de formação e de experimentação: um monumento vivo, um lugar onde lembrar é agir.

Composição - A Casa do Povo

Monumento Vivo

Para conhecer a longa história da Casa do Povo, é preciso frequentá-la. Os audioguias disponíveis no espaço funcionam como uma boa introdução para conduzir os interessados pelos espaços do edifício e pelas ruas do Bom Retiro. De forma geral, todas as atividades tornam presente a história da formação da instituição.


Fundada a partir de uma associação cultural sem fins lucrativos logo após a Segunda Guerra Mundial, em 1946, a Casa do Povo foi erguida pelo esforço coletivo de uma parcela da comunidade judaica então chamada de “progressista”, originária da Europa Oriental, politicamente engajada e instalada majoritariamente no bairro do Bom Retiro. O espaço nasceu de um desejo duplo: homenagear os que morreram nos campos de concentração nazistas e criar um espaço que reunisse as mais variadas associações que tinham nascido aqui, na luta internacional contra o fascismo – visando assim dar continuidade à cultura judaica laica e humanista que o nazi-fascismo tentou silenciar na Europa. Esse desejo duplo se concretizou na inauguração, em 1953, da Casa do Povo como um monumento vivo, lugar onde lembrar é agir. A tradução dessa ideia foi materializada na construção de um prédio moderno, projetado pelo então jovem arquiteto Ernest Carvalho Mange. Os amplos salões dos andares são espaços maleáveis que se adaptam a diferentes usos. Em 1960, no subsolo do edifício, foi inaugurado o Teatro de Arte Israelita Brasileiro, o TAIB, desenhado por Jorge Wilheim com murais de Renina Katz, boca de cena de Abrahão Sanovicz e painéis de Gershom Knispel.


Não apenas memorial, não apenas centro cultural, o edifício acolheu o Ginásio Israelita Scholem Aleichem (GIBSA), grupos de leitura, grupos de teatro amador e de teatro ídiche, uma biblioteca, o clubinho Kinderland, reuniões do comitê editorial do jornal Nossa Voz, associações de bairro, assim como o Teatro Popular do SESI, peças do Teatro de Arena, de autores como Plínio Marcos, Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal, shows do MPB4, aulas de Lygia Fagundes Telles, lançamentos de livros, entre tantas outras atividades que marcaram as vanguardas da época. Durante a ditadura civil-militar, a Casa do Povo se firmou como lugar de resistência cultural e política. Enquanto filhos e filhas de perseguidos políticos estudavam na escola com bolsas e nomes falsos, muitos espetáculos encenados no TAIB foram censurados e, alguns professores, presos e torturados. A instituição sobreviveu aos anos de chumbo mas, a partir dos anos 1980, enfrentou uma crise institucional que acompanhou o relativo declínio da região central de São Paulo. Porém, no final dos anos 2000, a Casa do Povo iniciou um projeto de renovação com o objetivo de dar continuidade aos ideais de seus fundadores. Voltou à cena cultural da cidade e tem se firmado como um dos poucos espaços que desenvolve, abriga e incentiva práticas artísticas focadas no processo, na experimentação e na transdisciplinaridade, estabelecendo estreita relação com seu bairro e seu passado. A missão da instituição pode ser descrita hoje a partir de uma referência à sua história, recorrendo-se ao emprego de três palavras em ídiche, língua falada pelos migrantes judeus da Europa do Leste que fundaram essa casa em meados do século passado.


Gedenk [memória]

Lugar de memória viva, no caso, da instituição, do bairro, das migrações e das resistências.


Farain [associação]

Plataforma em torno da qual se agregam iniciativas coletivas diversas, artísticas ou não.


Tsukunft [futuro]

Espaço que traz o futuro para o presente, desenvolvendo práticas experimentais.


Ao longo desses anos, a Casa do Povo construiu um arquivo composto por mais de 4 mil livros, centenas de fotografias, objetos e documentos que contam parte da história cultural da cidade, do Bom Retiro, da imigração judaica, da resistência à ditadura e da cultura ídiche. O acervo é aberto a pesquisadores e interessados mediante agendamento prévio feito pelo e-mail info@casadopovo.org.br.

Composição - Monumento Vivo