Programação

Oficina Arquivo Vivo
Caminhos de reativação dos arquivos da Casa do Povo

Oficina Arquivo Vivo
Caminhos de reativação dos arquivos da Casa do Povo

tempora
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05 e 06 de abril, das 19h às 22h

07 de abril, das 10h às 17h

Como tornar público um acervo público?


Se a memória representa uma ferramenta crítica na construção do presente, como fazer do arquivo e da biblioteca lugares que não aprisionem as histórias, mas que abram espaço para narrá-las de novo, de novo e de novo?


Como um arquivo pode contar a história de um espaço construído por vozes múltiplas e contraditórias?


Essas são algumas das perguntas que guiam a oficina Arquivo Vivo: caminhos de reativação dos arquivos da Casa do Povo que está com inscrições abertas até 02 de abril. A oficina faz parte do projeto de reativação do acervo da Casa do Povo, que acontecerá ao longo deste ano.


Voltado para estudantes, profissionais e interessados em arquivos e bibliotecas, o encontro propõe discutir publicamente formatos possíveis para esse acervo, levando em conta tanto o material histórico já armazenado na instituição, como os formatos pouco convencionais das coleções e arquivos produzidos atualmente pelos grupos que habitam a Casa.


Para contribuir com a discussão, convidamos algumas bibliotecas e arquivos da cidade, como o Centro de Memória do Museu Judaico, a Biblioteca comunitária do MTST Povo Sem Medo, a biblioteca do Centro Cultural São Paulo, as bibliotecas do Sesc, assim como curadora e pesquisadora Ana Pato, especialista em arquivos, arquivos de mídias digitais e arte contemporânea.

A programação da Casa do Povo amplia a noção de cultura, incorporando, além das práticas artísticas, diversas atividades como práticas corporais e de cuidado com a saúde. O código de cores, filtros e tags no site auxiliam a localização desse emaranhado de pessoas e iniciativas. Porosa, mutante e crítica, a programação permite que a instituição possa se estruturar sem se engessar, reinventar-se sem se precarizar, internacionalizar-se sem perder sua atuação local, para, enfim, experimentar outras formas de existência.

Atividades regulares

Cursos
Busca-se oferecer uma programação que desperte interesse no bairro e no Povo da Casa, a partir de práticas originais e acessíveis (para quem oferece, para quem acolhe e para quem frequenta).


Grupos de estudos
Em diálogo com os eixos de trabalho da Casa do Povo, os grupos de estudo têm modos de funcionamento diversos, alguns focados em processos, discussões e leituras internas e outros capazes de se desdobrarem em programações públicas

Projetos

Obras comissionadas
A Casa do Povo convida artistas para desenvolverem trabalhos inéditos, adaptando sua estrutura física e garantindo a existência plena de cada projeto que realiza.


Publicações

Cada publicação é entendida como uma extensão dos projetos desenvolvidos e como parte da programação. 


Plataformas

Mesclando processos e resultados, discursos e gestos, produção artística e acadêmica, a Casa do Povo promove encontros sobre temas específicos em consonância com as urgências do presente.

A Casa acolhe

O Povo da Casa pode promover atividades públicas que integram a programação. Propositalmente descontínuas e flutuantes, essas atividades dialogam de forma estreita com os eixos de trabalho da instituição e ajudam a Casa do Povo a ser maior do que ela mesma, transbordando vida comunitária. 


Projetos e propostas podem ser enviados para o e-mail 

info@casadopovo.org.br e serão avaliados. Paralelamente, com o intuito de incentivar esse movimento, abre-se uma chamada aberta anual destinada exclusivamente a práticas coletivas.


Saiba mais como usar o espaço.

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Nossa Voz
Nossa Voz

Nossa Voz é uma publicação da Casa do Povo. O jornal existiu junto à instituição, de 1947 a 1964, com textos em ídiche e português e um perfil editorial alinhado aos ideais de esquerda. Foi fechado pela ditadura militar, obrigando o seu editor-chefe Hersch Schechter e outros colaboradores a se exilarem. Foi relançado, em 2014, mantendo um diálogo com as suas premissas históricas e tendo seus eixos editoriais repensados. 


O comitê editorial conta com representantes das mais diversas áreas e se reúne regularmente para discutir as pautas que levam em conta a cidade, a memória e as práticas artísticas em consonância com a situação política atual.

A publicação tem distribuição gratuita e pode ser retirada na Casa do Povo durante o horário de funcionamento, nas instituições parceiras e em alguns estabelecimentos comerciais do bairro do Bom Retiro em São Paulo.


Acesse  as edições recentes abaixo.
Clique aqui para ver as edições antigas do Nossa Voz (de 1947 a 1964).